terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Ficar ou não ficar no euro? Eis a questão...

Mas afinal ganhamos ou perdemos em sair da moeda única? 

Será que há vantagens em sair do euro? Com certeza que há! Mas será que essas vantagens se sobrepõem às desvantagens? Não sabe? Eu explico!

Desde já deixem-me começar por explicar um pequeno mal entendido, certamente não passara disso, que tenho ouvido em diversos órgãos de comunicação social. 
Não há nenhuma entidade, seja ele um banco, um fundo ou uma comissão, capaz de expulsar qualquer que seja o país pertencente à União Europeia, desta mesma União. Portanto, os indivíduos que reiteram que caso Portugal não cumpra certas metas a que se obrigou poderá vir a ser expulso da UE, ou são ignorantes ou então têm como único objetivo instalar a dúvida sobre a população!

Mas vamos então ao que realmente interessa!
Vantagens? Certamente que existem.  Desvantagens? Mas é claro... Então e agora? Vamos ponderar, portanto, os prós e contras desta questão e deixo então que sejam os leitores a retirar as suas conclusões.


Comecemos então pelas vantagens em sair do euro!

  1. Uma das principais razões que sustentam o abandono da moeda única será o aumento das exportações. O que à priori é um facto consumado tendo em conta a desvalorização da moeda nacional face à moeda única.
  2. Deste aumento de exportações, resultaria, indubitavelmente, numa maior de oferta de emprego, visto que o aumento de procura iria obrigar a um aumento de produção e por conseguinte este aumento de produção obrigaria a um aumento de mão de obra.
  3. Naturalmente, o fenómeno descrito no ponto 2 resultaria num aumento de receita fiscal já que haveria um acréscimo do numero de contribuintes e consequentemente um decréscimo de dependentes do estado. 
  4. O Ministério das Finanças, através do Banco de Portugal seria responsável pela emissão de moeda (e como muitas "almas penosas" defendem, não eu) podendo sempre que necessário fazer uma nova emissão. Como é óbvio não se pode simplesmente fazer emissões de moeda mas isso fica para posterior discussão.
  5. Certamente, a competitividade económica iria florescer como uma rosa numa terra rica. O desemprego diminuía, o povo estaria mais desafogado e a balança orçamental conseguiria o maior equilíbrio dos últimos 20 anos.


Mas será isto o suficiente para formular uma posição? Ponderemos então as desvantagens!

  1. Tendo em conta a fragilidade económica em que nos encontramos e a relutância com que somos vistos por outros mercados, a partir do momento em que a moeda portuguesa entrá-se em banca, definitivamente, a sua desvalorização face a moedas dominantes iria ser colossal, sem previsão de estabilização.
  2. A Setembro de 2014, o rácio da dívida pública portuguesa situava-se nos 119,6% do PIB o que equivalerá a cerca de 207.396.000.000€ (inclui depósitos, que abatem à dívida total). Caso o país decidisse abandonar a moeda única, a dívida continuaria a mesma, aliás, multiplicaria-se pela desvalorização da moeda nacional face a moedas mais fortes. Neste ponto temos, obrigatoriamente,  que colocar uma questão. Será capaz o aumento de exportações e a emissão de moeda suportar esta multiplicação da dívida? Dos juros? Das obrigações?
  3. Não pagar as dividas, como muitos bons Senhores sugerem, nem sequer pode ser opção! Será que a Alemanha compraria divida nacional se o governo, simplesmente, decidisse não pagar o que lhe deve? Que faria o Banco Central Europeu se tal lhe fosse comunicado? Vamos la pensar um bocadinho... Hoje em dia, a gestão de merceeiro já não é tão eficaz como à uns anos atrás. A economia evolui e cada vez mais os países estão dependentes de uma simbiose económica que lhes oferece uma certa liquidez.
  4.   Do ponto de vista do cidadão, nada melhor que uma imagem para esclarecer alguma dúvida que haja.


Então e agora? Qual será a melhor opção? Ponderem muito bem antes de escolher uma posição!

Caso haja algum tema que queiram ver discutido deixem em comentário Porfavor.




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